Por esta altura, há 2 anos atrás, Lisboa assistia a um dos mais belos espectáculos de dança, o qual foi interpretado por dois bailarinos da minha absoluta preferência. Falo de O Lago dos Cisnes, protagonizado pela Ana Lacerda e pelo cubano Carlos Acosta (primeiro bailarino do Royal Ballet). Teatro Camões, pela CNB.Composto por Tchaikovsky em 1876, por encomenda do Teatro Bolchoi de Moscovo, O Lago dos Cisnes, notabilizou-se pela beleza da música. Inspirado numa antiga lenda alemã, em que o mundo tridimensional se cruza com um mundo mágico e místico, O Lago dos Cisnes conta a história de Odette, uma princesa transformada em cisne pela acção perversa de um feiticeiro. Após uma difícil luta entre o poderoso e cruel Von Rothbart, e o Príncipe Siegfried, Odette é finalmente resgatada pelo amor do príncipe.
Aqui ficam algumas fotos para recordar.


que dormes, lê-se país e mar e céu esquecido e memória, lê-se silêncio, lugar que não se diz e que significa, silêncio do teu olhar, silêncio ao domingo entre as conversas, silêncio de ti, pai. a letra p não é a primeira letra da palavra poema, o poema é quando eu podia dormir até tarde nas férias do verão e o sol entrava pela janela, o poema é onde eu fui feliz e onde eu morri tanto, o poema é, quando eu não conhecia a letra p e comia torradas feitas no lume da cozinha do quintal, o poema é aqui, quando levanto o olhar e deixo as minhas mãos tocarem-te, quando sei, sem rimas e sem metáforas, que te amo, o poema será quando as crianças e os pássaros se rebelarem e, até lá, irá sendo sempre e tudo. o poema dentro de si é perfume e é fumo, é um menino que corre para abraçar o pai, é a exaustão e a liberdade sentida, é tudo o que se quer aprender se o que se quer aprender é tudo.»



































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