
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
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domingo, 3 de janeiro de 2010
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Poderia ser um quadro de Hopper...
A mim evoca-me o universo do meu tão admirado Edward Hopper…
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Infinitamente..........
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
"Desiderata, a junção do bem": banda sonora de um filme que não existe
Os temas/canções evocam algumas emoções e sentimentos em torno do amor: a memória/saudade, a obsessão, a rejeição, a perda, a procura, o uso de corpos-desejos, a entrega, a festa, a sacralidade, a paixão, o perdão. O ouvinte é convidado numa viagem e poderá identificar-se com um tema característico do classicismo – o do herói que desce ao sub-mundo para regressar vencedor no final. Existe a linha condutora de uma viagem das trevas para a luz, sendo o amor o veículo/solução e o tema principal.
Convidou José Peixoto para a guitarra acústica e a Orquestra Nacional do Porto para o resto dos instrumentos, o disco vive muito das vozes de Tanya Tagaq (que gravou com Bjork, por exemplo), Filipa Pais, Natália Casanova (magnífica voz dos extintos e saudosos Diva), José Perdigão e do próprio Francisco Ribeiro.domingo, 27 de dezembro de 2009
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
Giselle
O bailado clássico surge muitas vezes ligado a espectáculos de tradição natalícia. "Giselle", que a Companhia Nacional de Bailado (CNB) estreia hoje, pelas 21 horas, no Teatro Camões, em Lisboa, não foge à regra e é um dos muitos eventos."Giselle" enfrenta, assim, a concorrência de outras obras célebres, sendo que a coreografia desta peça, que marca o apogeu da nova estética romântica que agitava o mundo intelectual e artístico de finais do século XIX, é um verdadeiro teste à capacidade técnica e interpretativa dos bailarinos.
Ana Lacerda, que dá, uma vez mais, alma à protagonista, diz que, em cada remontagem, há sempre coisas a descobrir. "Já é a terceira vez que danço 'Giselle' e de cada vez há sempre coisas novas a descobrir, novos desafios que nos são colocados enquanto intérpretes. É engraçado porque cada remontagem acaba por funcionar como se fosse a primeira", explica a bailarina principal da CNB.
Para Ana Lacerda, "não importa há quanto tempo já estamos familiarizados com uma coreografia. Há sempre coisas a aprender".
A coreografia que a CNB leva ao palco do Teatro Camões, onde tem agendados mais sete espectáculos (dias amanhã, domingo e dias 17, 18, 20, 22 e 23 deste mês), tem coreografia do cubano Georges Garcia, segundo o que, em 1841, foi apresentado por Jean Corelli, na Ópera de Paris, onde este bailado estreou.
Ana Lacerda fala da música maravilhosa composta por Adolph Adam (que será interpretada, ao vivo, pela Oquestra Sinfónica Portuguesa, sob direcção de Geoffrey Styles) e da história romântica que Giselle conta. Não obstante já ter dançado várias vezes esta coreografia, a bailarina lembra que este é um "ballet" que sublinha o enorme êxito que a peça conheceu. "Basta ver como ela está, sobretudo a partir da segunda metade do século XX, integrada no reportório de grande companhias internacionais".
Quando o pano sobe, o cenário remete os espectadores para uma pequena aldeia do Reno, no tempo das vindimas, frente à casa onde mora Giselle. É neste espaço que surge o Duque de Silésia, que se disfarça de aldeão adoptando o nome de Loys e que, deste modo, corteja a jovem, não obstante estar noivo da altiva Batilde. O seu guarda de caça, Hilarion, também apaixonado por Giselle, acaba por descobrir a trama e denuncia o logro.
A história do bailado responde ao gosto da época pelo fantástico, pelo irreal, pelas emoções fortes. Um desafio para quem, em palco, ao longo de mais de duas horas, dá vida a todas estas personagens, dançando em pontas.
A personagem de "Giselle" está entre as preferidas de Ana Lacerda, a par de "Julieta" ou de "A Dama das Camélias". "Ser bailarina é uma profissão tão emocional, tão especial e tão rara que é uma pena que não se dê o devido valor e que muitas vezes não se respeite o nosso trabalho", lamenta .
Ana Lacerda iniciou-se aos cinco anos, tendo passado pela extinta escola de bailado da Companhia Nacional de Bailado, então sedeada no Teatro Nacional de São Carlos. Não obstante ter tido hipótese de fazer carreira no estrangeiro, optou por continuar a dançar em Portugal.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
domingo, 6 de dezembro de 2009
Livros, livros, livros
Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso (E, sem dúvida, sobretudo o verso)
o que pode lançar mundos no mundo. Tropeçavas nos astros desastrada
Sem saber que a ventura e a desventura
Dessa estrada que vai do nada ao nada
São livros e o luar contra a cultura
Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários,
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas (Talvez isso nos livre de lançarmo-nos)
Ou o que é muito pior por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um:
Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras.
Tropeçavas nos astros desastrada
Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas.
sábado, 5 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Névoa
Referendos & afins
Quanto ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, mais do que ser a favor de um referendo, sou a favor de vários. Creio que o casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser referendado caso a caso. O Fernando e o Mário querem casar? Pois promova-se uma grande discussão nacional sobre o assunto. A RTP que produza um Prós e Contras com cidadãos de vários quadrantes que se posicionem contra e a favor da união do Fernando e do Mário. Organizem-se debates entre o Mário e os antigos namorados do Fernando, para que o povo português possa ter a certeza de que o Fernando está a fazer a escolha certa. E depois, então sim, que Portugal vá às urnas decidir democraticamente se concede ao Mário a mão do Fernando em casamento. E assim para todos os matrimónios. Se o objectivo é metermo-nos na vida dos outros, façamo-lo com o brio que essa nobre tarefa merece.
Defendo, portanto, uma abordagem especialmente cautelosa desta questão. Sou muito sensível ao argumento segundo o qual, se permitirmos o casamento entre pessoas do mesmo sexo, teremos de legalizar também as uniões dos polígamos. E sou sensível porque, como é evidente, não posso negar que me vou apercebendo da grande movimentação social de reivindicação do direito dos polígamos ao casamento. Parece que já temos entre nós vários muçulmanos, grandes apreciadores da poligamia. E eu não tenho homossexuais na família, nem entre os meus amigos, mas polígamos, muçulmanos ou não, conheço umas boas dezenas. Se toda esta massa poligâmica desata a querer casar, receio que os notários fiquem com as falangetas em carne viva, de tanto redigirem contratos de união civil. Mas, felizmente, confio que os polígamos sejam, também eles, sensíveis à mais elementar lógica: a poligamia é uma relação entre uma pessoa e várias outras de sexo diferente. A reivindicarem a legalização das suas uniões, fá-lo-iam a propósito do casamento entre pessoas de sexo diferente, com o qual têm mais afinidades. A menos que se trate de poligamia entre pessoas do mesmo sexo. Mas, segundo o Presidente do Irão, parece que entre os muçulmanos não há disso."
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
"A minha vida é monótona"; "O que o Dr. Freud diz tanto me faz"; "5% de leitores é quanto basta"
O escritor japonês entrevistado pela sua tradutora portuguesa (entrevista publicada no jornal i). Entrevista interessante, onde fala uma vez mais no TÃO aguardado romance 1Q84 ainda não disponível em português. quinta-feira, 26 de novembro de 2009
"A melhor bailarina de sempre"
A primeira bailarina da Companhia Nacional de Bailado, Ana Lacerda, é a protagonista do número de estreia da nova revista masculina portuguesa, Urban Man.Dirigida por Tiago Galvão Teles, a nova publicação terá uma tiragem de 50 mil exemplares, todos os meses, com um preço de capa inicial de 1 euro.
A ideia da revista é "apresentar sempre mulheres com uma carreira, com provas dadas na sua área e com idades acima dos 30 anos", definiu ao DN, Tiago Galvão Teles, rejeitando o cariz de revista para o macho man.
Colaboradores de renome compõem a equipa editorial: Carlos Câmara Leme (livros); Francisco Sá da Bandeira (viagens); João Murillo (pintura); José Braga Gonçalves (Portugal e seus segredos); Raquel Prates (moda); Sofia Sá da Bandeira (crónica livre); Álvaro Mendonça (economia); Eduardo Barroso (futebol e medicina).
No número de estreia, destaque ainda para entrevista ao empresário da moda Tó Romano, entre outras matérias "interessantes".
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Save the date
Aqui fica o texto que me valeu um convite duplo para o CCB....
domingo, 22 de novembro de 2009
Direitos dos leitores

2- O Direito de saltar páginas
3- O Direito de não acabar um livro
4- O Direito de reler
5- O Direito de ler não importa o quê
6- O Direito de amar os “heróis” dos romances
7- O Direito de ler não importa onde
8- O Direito de saltar de livro em livro
9- O Direito de ler em voz alta
10- O Direito de não falar do que se leu
sábado, 21 de novembro de 2009
_._._._._
Ao que parece, Nicolas Sarkozy pretende trasladar os restos mortais do escritor Albert Camus para o Panteão francês, em Paris (onde já estão Voltaire, Rousseau e Émile Zola). Apesar de ser necessária a autorização prévia da família do escritor, falecido em 1960, a iniciativa do Presidente francês terá tido como ponto de partida um encontro com a filha de Camus, no final de 2007, por altura dos 50 anos da atribuição do prémio Nobel da Literatura. Os últimos escritores a serem trasladados para o Panteão foram André Malraux, em 1996, e Alexandre Dumas, em 2002, ambos por iniciativa do então Presidente, Jacques Chirac.
Daqui a nada é daqui em diante
Nesta foto: Pedro Santiago Cal
A partir da obra "Worstward Ho" de Samuel Beckett.
(...)
Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.
(...)
Álvaro de Campos
Tabacaria [Excerto]
Nortada
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Nesta foto: Catarina Câmara
(...)
Ela canta, pobre ceifeira,
Julgando-se feliz talvez;
Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia
De alegre e anónima viuvez,
(...)
Fernando Pessoa
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Giselle
...desenha-me uma ovelha...

O livro a publicar pela Casa das Letras reúne um conjunto de textos inéditos de Saint-Exupéry, escritos entre 1925 e 1943: primeiras narrativas (Manon, dançando), prelecções, memórias de infância e da aviação, cartas diversas, fragmentos de Correio do Sul e de Voo Nocturno. Pelo meio, encontramos meditações sobre o que pode conferir sentido à viagem e nos ligar ao lugar de onde vimos. Estes textos ajudam a aproximar-nos da sensibilidade, das dúvidas morais e da obra de Saint-Exupéry.
Índice:
Manon, dançando
O Aviador
Em torno de Correio do Sul
Em tornode Voo Nocturno
Ao fim do dia fui ver o meu avião
O Piloto
Pode-se acreditar nos homens
Se por acaso (me vires por aí)
Se por acaso (me vires por aí)
[dueto com Luanda Cozetti]
Se por acaso me vires por aí
Disfarça, finge não ver
Diz que não pode ser, diz que morri
Num acidente qualquer
Conta o quanto quiseste fazer
Exalta a tua versão
Depois suspira e diz que esquecer
É a tua profissão
E ouve-se ao fundo uma linda canção
De paz e amor
Se por acaso me vires por aí
Vamos tomar um café
Diz qualquer coisa, telefona, enfim
Eu ainda moro na Sé
Encaixotei uns papeis e não sei
Se hei-de deitar tudo fora
Tenho uma série de cartas para ti
Todas de uma tal de Dora
E ouvem-se ao fundo canções tão banais
De paz e amor
Se eu por acaso te vir por aí
Passo sem sequer te ver
Naturalmente que já te esqueci
E tenho mais que fazer
Quero que saibas que cago no amor
Acho que fui sempre assim
Espero que encontres tudo o que quiseres
E vás para longe de mim
E ouve-se ao fundo uma velha canção
De paz e amor
Na sexta-feira acho que te vi
À frente da Brasileira
Era na certa o teu fato azul
E a pasta em tons de madeira
O Tó talvez queira te conhecer
Nunca falei mal de ti
A vida passa e era bom saber
Que estás em forma e feliz
E ouve-se ao fundo uma triste canção
De paz e amor.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
dia nacional do MAR
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
os livros são para ler?!?
vou tentar fazer o mesmo com uns volumes das Selecções do Readers Digest... ;-)
http://photopeach.com/album/16lhk80?ref=est
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
... se calhar, também não
Al Berto in O Anjo Mudo
ed. Assírio & Alvim, Lisboa, 2000
...o longe está sempre onde esteve
(...)
Nada perdeu a poesia. E agora há a mais as máquinas
Com a sua poesia também, e todo o novo gênero de vida
Comercial, mundana, intelectual, sentimental,
Que a era das máquinas veio trazer para as almas.
As viagens agora são tão belas como eram dantes
E um navio será sempre belo, só porque é um navio.
Viajar ainda é viajar e o longe está sempre onde esteve
Em parte nenhuma, graças a Deus!
(...)
Ode Marítima [excerto]
Álvaro de Campos, in "Poemas"
sábado, 7 de novembro de 2009
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"E então me invade uma saudade
Dum misterioso passado meu
Em que houvesse tido um outro sentido
Que me falta pra ser, não sei como...EU..."
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Não estamos sós
Para ver hoje à noite no Olga Cadaval em Sintra...
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
Acerca dos livros mal-amados
É bom apaixonarmo-nos, recebermos tudo quando nos oferecemos. Os livros de que ninguém fala exigem-nos apenas isso: paixão, que sejamos capazes de acreditar, de tentar mais uma vez e sempre.”
José Luís Peixoto, in Time Out, n.º 109


































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